sexta-feira, 8 de abril de 2011

Na Esquina do Tempo Nº 50: À Venda

Oi pessoal, a Editora Multifoco acabou de me avisar que o link para a compra do meu livro já está disponível.
Quem quiser adquirir Na Esquina do Tempo Nº 50, é só clicar aqui.
Espero que gostem. Qualquer problema, é só me avisar, ok?
Beijos e bom final de semana!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Lançamento: Na Esquina do Tempo Nº 50, Meu Livro!

Convido a todos para o lançamento do meu livro: Na Esquina do Tempo Nº 50.


Este livro é um pequeno relato de todas as mulheres que cabem em mim, em todas nós.Todas elas sempre conviveram dentro de nosso corpo e de nossa alma, mas só agora, na maturidade, deixamos que aflorem, cada uma com sua força, seus defeitos, seus ensinamentos, suas chatices. Somos todas, partes da mesma natureza feminina, um mundo de hormônios a fervilhar a vida toda, que de repente, param e nos deixam sós conosco mesmas. Mas a ausência deles não nos esvazia, pelo contrário, nos faz enxergar, ou pelo menos deveríamos, como somos belas, plenas e elaboradas.
Nenhuma mulher passa incólume por esse limiar: cabe a cada uma tirar o melhor de si mesma, aprendendo os modos de (se) usar a menopausa e a maturidade.


O livro estará à venda no site da Editora Multifoco.
Espero todos no lançamento.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Segunda É Dia De Poesia - Desejo Flores

Desejo Flores

Gosto de flores às segundas
E também às terças
pensando bem
todos os dias
eu desejo flores

Mas flores são raras
além de caras
não são pra qualquer dia
vagabundo
dia sem razão
Isso é o que diz
o silêncio
das coisas
implícitas
no viver

Porque não?
Pergunto eu
na minha revoltada
inquietude
de não aceitar
o esperado
o combinado
o tácito

Quero flores
todo dia
Não só nos aniversários
ou nas datas
especiais
Quero flores às segundas
aos domingos
e também às quartas

Quero flores
enquanto estou viva
e posso vê-las
e tê-las
e cheirá-las
Quero flores
para poder apreciá-las
e me sentir amada
e ser especial
mesmo sem ser

Por isso começo
a campanha:
Flores Todos os Dias
Pois assim como a poesia
não tem hora
nem tem dia
Flor
quando menos se espera
faz entrar a primavera
no mais tórrido verão

Quero flores
perfumes
cores
hoje
amanhã
depois
Não se deve deixar
nunca
de desejar
receber flores
ainda que não se as receba
jamais

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Meu Livro Nasceu!

Meu livro nasceu num dia de tempestade. Chovia como há muito tempo não via chover aqui. Portas batiam, a chuva açoitava as janelas, os vidros. Os trovões clareavam a noite e eu, sozinha em casa, chorava e escrevia, como que tomada por uma verdade avassaladora que precisava sair de mim em torrentes de palavras.
Como por encanto a luz não se acabou. E aqui, por qualquer ventinho a luz acaba...Mas não naquele dia, por incrível que pareça.
No meio do temporal, nasceu meu livro Na Esquina do Tempo Nº 50 - Menopausa: Modos de (se) Usar.
Lavado pela tempestade, limpo, vibrante, com toda energia de que a natureza é capaz.
Espero que esse seja um novo ciclo em minha vida e que a chegada desse filho tão sonhado, amado e aguardado possa trazer com ele, finalmente, a realização de todos os meus sonhos.
A noite de autógrafos será no dia 14 de abril, quinta feira, às 19 hs, na Editora Multifoco- Lapa, Rio de Janeiro, Brasil.
Estão todos convidados.
Conto com vocês, amigos e amigas. Se puderem ajudem a divulgar.
Beijos,

segunda-feira, 28 de março de 2011

Segunda É Dia De Poesia - Amor Agarradinho

Amor Agarradinho

Plantei no meu jardim
mudas de jasmim
mas
quando dei por mim
nem tinha
cheiro
o jasmineiro
Notei enfim
que o amor agarradinho
não agarra
nem um tiquinho
que a unha de gato
não arranha
não tem unha
e nem é de gato
só serve de morada
para o carrapato
Vi, sem graça
que a mangueira
dá umas  mangas
cheias de fiapos
Que a roseira
as formigas comem
E a jabuticabeira
mal dá
meia dúzia
de flores sem pólen
e quando

frutos mirrados
os pássaros roem.
Não há adubo
esterco
farinha de ossos
que faça nascer
ou brotar
beleza
onde
há tanta tristeza.
Meu jardim
anda assim
feinho e sombrio
a precisar de cuidados
pra que rebrote
com força
cheia de amor agarrados...

terça-feira, 22 de março de 2011

Escrever

Escrevo o que quero
ou o que querem que eu escreva?
Escrevo o que sinto
ou o que desejam ouvir?
Me auto censuro
ou simplesmente deixo vir?
Ao deixar
que a alma saia
nem sempre evitamos
a lama
os respingos
as armadilhas
as asas presas na teia
a antropofágica aranha
a nos comer as entranhas
a nos devorar
as vísceras
a nos expor nas vitrines
trôpegas
almas insones
O poeta não pode
pensar que o que escreve
será visto assim
interpretado assado
será coagido
ou cassado
será endeusado
emoldurado
Poetas escrevem
e é só
escrevem para si mesmos
para que a sua
cabeça
não dê um nó
escrevem para entender
a vida que não vivem
escrevem para
se entender
a eles próprios
pobres coitados
aturdidos
malditos
solitários poetas
à procura
de si mesmos.

domingo, 20 de março de 2011

Segunda É Dia de Poesia - Jardim Botânico


Jardim Botânico

Fecho os olhos
E ouço o boiar
das vitórias régias
ziguezagueando no lago
Enormes
redondas
Flores brotam
imensas
brancas
em meio ao verde
das folhas grossas
Zumbem abelhas
pequenos mosquitos
batem asas
borboletas
vem bisbilhotar
suas pétalas
Sinto a Vida
pulsando
nas artérias
das enormes
plantas
Sinto a Vida
pulsando
em minhas veias
Transfusão de calma
em meio ao caos
No lago das vitórias régias
rainhas
magnânimas
senhoras da Paz...
incumbem-me
transmitem-me
a tarefa
de sair pela cidade
a espalhar sua Luz.

Foto Gloria Leão


segunda-feira, 14 de março de 2011

Dia Da Poesia - Blogagem Coletiva


Poesia

Poesia é a arte
de transformar
o belo em palavras
sentimentos em letras
unindo alfabetos
em torno
de uma imagem
que o poeta imagina
e transfere ao papel

O mundo precisa deles
dos poetas
dos loucos
dos que vêem poesia
no que não há

O mundo precisa deles
para trazer
a beleza
das coisas simples
travestidas de filós e rendas
tornando coisas banais
em nuvens de organdi


O olhar do poeta
nos faz olhar
para dentro
nos faz ver
o que não víamos
transmuta
transcende
transforma
transgride

Sem poesia
O que seria da vida?
Sem o apurar
das palavras
o que seria da língua?

Um poeta não precisa
fazer mais nada
Só poetar
Essa é sua
missão
sina
mensagem
tarefa

Mudar o mundo
através da beleza
que só eles vêem
e são capazes de mostrar
ao resto dos mortais...

Sentir
isso é o que a poesia nos ensina
e muito poucos
aprendem...


Esculturas de papel de Su Blackwell

sexta-feira, 11 de março de 2011

Dia Da Poesia

Poetry coffee


Oi pessoal, eu e a Lu, do blog Lichia Doce estamos convocando quem quiser a participar de uma coletiva, na segunda agora, dia 14 de março.
O tem será o Dia da Poesia que é comemorado nessa data.
Criem, transcrevam poesias que gostem, façam seus próprios poemas, enfim, cada um faz o que quiser, ok?
É só avisar à gente que vai participar e pronto.
Beijos, até segunda!

domingo, 6 de março de 2011

Destino

Sigo
Sozinha
Brumas escondem a paisagem
Não pertenço a este mundo
Meu mundo é outro
Sem máscaras
Onde posso ser apenas
Eu
Em minha essência
Onde não precise dar explicações
Ou implorar que me entendam

O lago
Ondula
Por sob o barco
Do meu destino
Aonde me levará
Não me interessa
Só peço
Que me leve
Que me leve
Que me leve....

Falo uma língua
Ininteligível
Sinto na pele
O que ninguém sente
Ou ousa sentir
Um ser de outro mundo
Habitando um planeta
A que não pertenço

Olho em frente
Sem um único olhar ao passado
Sou um parêntese
Nessa vida
Quero a minha
Quero a minha
E o que é meu...

Palavras?
De que adiantam as palavras?
Se meu ser
Explode a cada manhã
Sem que se dêem conta disso?
Sem que entendam
O que digo?
Meu barco segue
E já que eu não tenho forças
Nem coragem
Que as águas movimentem-se
Que a maré suba
Que o destino impulsione
E
Que o vento
Me leve....