segunda-feira, 23 de maio de 2011

I'M Sexy...

Engraçado como hoje em dia, com a chegada da maturidade, me sinto muito mais sexy do que quando jovem...
Estou mais cheinha, minhas curvas e seios se tornaram mais generosos e, no entanto, não me sinto feia ou insegura.
O passar dos anos dão uma noção da nossa própria sensualidade e poder de sedução.
Os homens da minha idade não olham para mim, mas os mais jovens, sim. Alguns torcem até o pescoço...Talvez por isso, hoje em dia, as mulheres mais maduras estejam se casando com homens mais jovens.
Meu corpo agora, é propriedade minha, sei do que gosto, como gosto e digo como quero...Aliás, isso nunca foi problema para mim, sempre me dei bem na cama com meu parceiro. Mas, agora, parece que as palavras não são mais necessárias, tudo se encaixa à perfeição.
Pena que a maioria dos homens maduros procurem mulheres jovens em busca da juventude perdida...eu nunca conseguiria me relacionar com um homem muito mais jovem, pelo menos, eu acho...
Deixo aqui, para vocês, um trecho do meu livro, Na Esquina do Tempo Nº 50, que fala sobre a sexualidade feminina na maturidade:


"Teve uma vida sexual plena e feliz durante o casamento. Ao entrar na menopausa, ficou até surpresa ao ouvir os relatos das amigas e de outras mulheres dizendo que não gostavam mais de sexo ou que sentiam desconforto. No primeiro ano não sentiu nenhuma diferença na sua libido. Continuava tudo normal, como antes. Era ativa sexualmente, gostava de sexo, de fazer amor. E ela e o marido se davam bem na cama. Anos e anos de casamento vão nos adaptando de tal maneira ao companheiro que o sexo, com o tempo, fica não só mais prazeroso como com mais qualidade.

A partir do segundo ano, de repente, tudo mudou. Os hormônios em ebulição deviam estar tão enlouquecidos, que a faziam pensar em sexo dia e noite.


Virou praticamente uma ninfomaníaca.Não havia nada que aplacasse seu desejo.O marido até estranhava: a mulher estava uma potência sexual!Parecia que tinha voltado à adolescência...Era um fogo, um calor, um desejo tão descabido que não cabia em si. Estava intensa. Ardente. Apaixonada. Era como uma volta no tempo, só que com uma maior consciência do seu corpo, do que gostava, do que era melhor.Um dia, assim como veio, passou. Voltou ao normal. Até ficou pesarosa...Estava tão bom..."
Altos e baixos, assim é a menopausa...dizem que depois dos primeiros anos, isso tudo passa...Espero que sim e que fique a melhor parte: O amor por nós mesmas e a sensação de que podemos ser sensuais, sim, até morrer.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Eu Me Prometo

Hoje, nesta noite chuvosa
Prometo a mim mesma
Me acarinhar mais
Não deixar de fazer
Pequenos agrados
À minha própria
Pessoa

Hoje, enquanto a chuva
Cai forte lá fora
E o friozinho outonal
Começa a dar os ares
De sua graça
Prometo a mim mesma
Que não deixarei mais
Que faltem flores
Nem que seja eu mesma
A dá-las à mim
E já que me faz tão bem
Vê-las, sentí-las, cheirá-las
Me darei esse prazer

Hoje, ouvindo as gotas que caem
Por detrás da janela onde estou
Penso que a vida é dura demais
E que pequenos gestos
Pequenos milagres
Como algumas rosas numa jarra
Uma caneca com margaridas
Livros à minha volta
Podem fazer toda a diferença
Num dia aparentemente comum

Prometo, a mim mesma
Jamais me esquecer de mim
Jamais deixar que a dor me solape
Me afogue, sufoque
Ou me faça afastar de quem sou
Prometo jamais desistir de meus sonhos
Jamais abrir mão do que amo
Das ínfimas coisas
Aparentemente sem importância
Mas que para mim
São fundamentais
Para que eu exista


Prometo a mim mesma
Me amar acima de tudo
Respeitar meu modo de ser
Me aceitar
Ainda que com meus tantos defeitos
E falhas
E idiossincrasias
Que falte pão em minha mesa
Pois não é mesmo dele
Que me alimento
Mas flores, jamais.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Segunda É Dia De Poesia - A Ladainha

"A cada dia
basta seu fardo"
dizia a mãe à sua filha
E seguia a filha
carregando às costas
o dobro de seu peso
e tamanho
como se o fardo
que carregasse
nada pesasse
perto da dor
de sua sina
perto da
melancólica
desalegria
que trazia
em sua alma
de menina

Viver é tão difícil
dizia a filha à mãe
E seguia a mãe
carregando
no ventre
mais um
minúsculo ser
quase semente
tão levezinho
como algodão
e sorria a mãe
mesmo sem dentes
nada é difícil
perto do amor
que cabe aqui
e afagava
o ventre bojudo
e dilatado
enquanto carregava
também seu fardo

E lá se iam
as duas mulheres
filha e mãe
e a sementinha
seguindo
a trilha
tal formiguinhas
dia após dia
repetindo
sem pensar
a ladainha
que a bisavó
cantara um dia
"A cada dia
basta seu fardo".

Foto daqui



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Coragem

" A coragem não é uma prova
de esforço. A coragem
é uma claridade vinda do inferno
ou do céu
A coragem que salva virá deste azul,
a que mata daquele inferno."   Gonçalo M Tavares - Uma Viagem à Índia 

Escrever, para mim, representa a escolha entre estas duas coragens, a que mata ou a que pode salvar.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Segunda É Dia De Poesia - Fugas Possíveis

Fugir
Fugir de tudo
De todos
Deixar o que
não serve
para trás
A insanidade
A mediocridade
A banalidade
dos dias iguais
Fugir das regras
Da obviedade
Da burrice
Da incompreensão
Da mesmice

Queria
Poder fugir
sem olhar
para o que
ficou
olhar só
para a frente
enxergar
o que virá
Falta tão pouco
e eu aqui
a postergar
a abafar
a deixar morrer
o que resta de mim

Cadê coragem?
Fujo
como me é possível
através das palavras
que me levam
onde não posso ir
por elas
vou
aonde não posso estar
A única fuga possível
Fujo
para dentro
de mim mesma
Antes que
a impossibilidade
me sufoque
para sempre.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Menina Sem Asas



A menina sem asas
morava
numa casa
Morava numa casa
amarelinha
E portão azul a casa tinha
Duas janelas
ficavam de frente
duas
na parte de trás
A casa era amarela
e a menina era rosa
como todas as meninas
com asas ou sem elas
aliás

Havia uma mangueira frondosa
na frente da casa amarela
da casa onde a menina rosa
morava
E por ser mangueira
mangas dava
Não peras ou ameixas
mas mangas
amarelo-alaranjadas
suculentas
lacrimosas
pingando mel
em quem debaixo
dela passava

E por não ter asas
a menina
voava
como podia
abria livros de estória
"Mundo da Criança"
se chamava
a coleção vermelha
capa dura
lindas figuras
que a menina rosa
deslumbrada
folheava

Quem passasse em frente
à casa
jamais saberia
que ali morava
uma menina rosa
que asas não tinha
mas possuía
o imaginar
de cada página
soberana
todinha
e mesmo sentada
em sua caminha
senhora de si
coroada de estrelinhas
ela sabia
a menina rosa
sabia
que de seu mundo
era rainha
e em sua casa
e entre seus livros
alada era
e asas  tinha.

Aquarela de João Barcelos

Dedico esta poesia a minha amiga Carminha do blog Fractais de Calu e à nossa paixão em comum na infância, e também à nossa infância que nos deu asas imaginárias.
Beijos Calu!


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Segunda É Dia De Poesia - Eu Não Sou Pra Qualquer Um

Eu não sou pra qualquer um...
Não ando dando feito
maria sem vergonha
Sou difícil
Cara
Meu gosto é refinado
Gosto
de perfumes importados
Só uso
artigos de luxo
sinceridade
por exemplo

Eu não sou pra qualquer um
Há quem pense que
me conquista
com um simples afago
ou um pestanejar sedutor
Não, a coisa comigo
é mais embaixo
ou mais em cima
como preferir
na ocasião

Gosto de músculos
cerebrais
Gente sem QI
ou QI sem gente
não me interessam
Sou pra poucos
muito poucos
só uma seleta
clientela
Sou exclusiva
e que paguem por isso

Não sou fácil
e se notar que conquistei
já enjoo
jogo fora
no lixo
das coisas vãs
Quem pensar que sou
boazinha
ledo engano
Sou má
bem mazinha
com quem me faz
de boba
ou pensa que me fez
Lixo
lixo já
com elas

E quem pensa que me entende
e tenta me comprar
só compra se eu deixar
ou quiser
Faço besteiras
faço asneiras
mas arco com
as consequências
E, afinal,
sou turbilhão
sou intensa
sou vulcão
e não é à toa
Quem quiser se queimar
que venha
e encoste o dedo
Pode sair chamuscado
ou levemente ardido

Eu convido
eu rechaço
basta pisar na bola
que sai do meu caderninho
da minha agenda de clientes
afinal
sou puta
mas quem comanda
meu gozo
sou eu

sábado, 23 de abril de 2011

Oração Aos Deuses Da Escrita

São Fernando Pessoa, livrai-me de todo mal!
Livrai-me da arrogância, das palavras dúbias, do mau português.
Livrai-me da ignorância, da mediocridade, das palavras vãs.
Livrai-me, ó poetas e escritores, da frase mal feita, dos sinônimos mal empregados, das palavras repetidas.
Livrai-me, meus deuses, da boçalidade, do rés do chão, da literatura rasa.
Lançai-me aos vôos altos, ao sonhos, aos céus dos escritores pelo menos, medianos.
Fazei-me enxergar o mundo com olhos perscrutadores. Que as perguntas nunca se calem.
Que as ideias sempre surjam.
Que minha loucura seja a mesma que as vossas.
Que eu sempre tenha pronta a palavra certa, a vírgula oportuna, o ponto final conclusivo.
Valei-me, meus santos escritores! Valei-me nos momentos de dúvida, de questionamento, de desilusão.
Não me deixai desistir da luta, por mais dura e inglória, por mais doída e incerta.
Dai-me um pouco, um ínfimo que seja, do cintilar de vossa sabedoria.
Abençoai-me, hoje, sempre, eternamente com a clareza de pensamentos.
Que eu seja louca, mas minha vida, sã.
Que eu veja moinhos de vento e escreva sobre eles.
Que minha cabeça viva sempre entre nuvens, mas que meus pés nunca abandonem o chão onde piso, tanto faz se aqui ou na Itália, ou quem sabe, no meu outro país ancestral.
Que meu solo sagrado seja o das páginas em branco, sempre a esperar pela minha letra, pela caligrafia incerta e insana, pelo dedilhar de meus dedos tresloucados.
Que eu cumpra meu destino.
Que eu seja abençoada em meu caminho.
Por vós, todos.
E que assim seja.
Amém!
Minha homenagem a todos os escritores que li em minha vida e me fizeram ser quem sou.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O Grande Erro.


A humanidade é uma experiência frustrada da natureza.
Deu tudo errado.
Por causa do homem o planeta está se auto destruindo.
Por causa do homem, sempre houve matanças, genocídios, guerras, atrocidades, barbarismos.
Onde há presença humana há desolação, destruição, poluição, superpopulação.
O homem caça, mata, persegue, usa. Seja por comida, por prazer, por divergências de ideias ou religiões.
O homem sequer respeita o que outro homem pensa.
Se não houvesse humanidade não haveria maldade, ódio, falsidade.
Apenas a ordem natural das coisas seguiria seu rumo. A seleção das espécies se faria naturalmente.
Os cataclismas, terremotos, tsunamis aconteceriam como acontecem há milênios.
E o planeta se transformaria, se renovaria e sobreviveria, sem consequências.
O homem compartimentou-se a si mesmo em castas, raças, culturas, etnias, línguas.
Criou a noção de inferioridade, de superioridade, de pobreza e riqueza.
Criou o preconceito, os estigmas, as loucuras, as insanidades.
Um mundo sem os seres humanos seria um mundo melhor.
A natureza falhou nesse experimento.
Cometeu seu único erro. Erro crasso. Erro fatal.
Uma falha tão grave que além de todo mal que causa, ainda se prolifera e se multiplica sozinha.
Inoculando-se um vírus letal.
Ao criar o homem, a natureza perdeu o controle sobre si mesma.

sábado, 16 de abril de 2011

Noite de Autógrafos: Na Esquina do Tempo Nº 50

Autografando e conversando com a Betita ao lado.

Feliz da vida...


Com minha sobrinha querida.

Com a amiga Sílvia.

She, amiga blogueira.

Noite inesquecível... Macá, Bia, Jussara...

Fila de fãs...rsrs

Orquídeas lindas que ganhei da amiga Cida

Depois mostro mais...